sexta-feira, 12 de setembro de 2008

IN (DOMÁVEL)

O destino é um desarranjo,
diarréia de passos.
Desaprende quando se desfaz um laço:
de sangue, de morte, de amor.
O destino não é sorte póstuma,
é só desfecho, um desleixo ou um dêsforço.
O destino é um discurso feito ao meio-dia,
é uma boca cheia de fomes,
sobrenomes esquecidos, rasurados.
O destino das minhas linhas está traçado no vento,
no meu par de botas de inverno.
O destino não é céu ou inferno
é apenas um poema sem fim,
desflorecendo uma árvore genial.

LuciAne 09/05/2008

Um comentário:

Carla Lopes disse...

Oh! girl... que maravilhas fazes com a língua portuguesa. Tua alma transborda poesia, e eu, toda prosa me orgulho de ser sua irmã!
Avante!